Valdivino Sousa na comemoração dos 40 anos da Rádio Nacional da Amazônia

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Valdivino Sousa na comemoração dos 40 anos da Rádio Nacional da Amazônia. Nesta sexta feira dia 1º de Setembro de 2017,  a Rádio Nacional da Amazônia e demais emissoras que engloba as emissoras da antiga radiobrás, atual EBC completa 40 anos, a emissora se dedicou a fazer uma programação diferenciada para comemorar com os ouvintes quatro décadas de vida no ar.  

Criada em 1977, a Rádio Nacional da Amazônia (OC 11.780 KHz e 6.180KHz) nasceu para integrar a Amazônia Legal ao restante do País. No dia 1º de setembro, a emissora comemora quatro décadas, com histórias emocionantes de reencontros entre familiares, de contribuição para a superação das desigualdades e de atenção às questões da região.

 Ao longo dos quarenta anos, a rádio construiu uma forte relação com seu público, formado por cerca de 60 milhões de pessoas, sobretudo, da região Norte, mas também do Nordeste e Centro-Oeste. A programação combina notícias, música popular e serviço ao cidadão. É produzida por uma equipe talentosa e comprometida com a vida dos povos amazônicos e com o dia a dia de suas atividades produtivas e sociais.

 Acompanhe na linha do tempo os principais momentos dos 40 anos da Rádio Nacional da Amazônia. Uma ferramenta de segurança nacional. Esse foi o caráter inicial atribuído à Rádio Nacional da Amazônia, no contexto de regime militar no Brasil. Num período de população nas ruas pedindo a retomada da democracia e liberdade para presos políticos, em 1º de setembro de 1977, a Rádio Nacional da Amazônia foi inaugurada, transmitindo em ondas curtas para mais da metade do país.

O professor Valdivino Sousa e o apresentador Airton Medeiros, o professor visitou os estúdios da emissora e conheceu os bastidores. O programa Nossa Terra tem como público alvo os agricultores familiares, extrativistas, das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.  De segunda a sexta-feira, das 17h às 18h45, o programa leva para os ouvintes informações sobre o meio-ambiente, agronegócio, pecuária, cooperativismo e novas tecnologias. O programa nasceu dentro das comemorações de 26 anos da Rádio Nacional da Amazônia, em setembro de 2003. Airton Medeiro durante 17 anos apresentou a Voz do Brasil, dos quais 05 deles foram ao lado de Sula Sevilles.

”A Rádio Nacional da Amazônia faz parte da minha vida, desde de 1980, ainda quando morava na Bahia ouvia a rádio pelo radinho de pilha, praticamente cresci ouvindo a programação da Nacional”, explica Valdivino Sousa.  Atualmente Valdivino Sousa conhece toda a história e equipe da rádio, desde dos mais antigos como José Nery e Paulo Torres, Artemiza Azevedo, Edelson Moura, Clyaton Aguiar, entre outros.

“Eles nos ensinaram a princípio, como fazer o nosso trabalho”, conta Artemisa. A rádio começou a integrar a região com outros estados por meio de informação e também por mensagens e recados. No ar com o programa que promove a integração entre ouvintes há 32 anos, a apresentadora Carmem Crisula, mais conhecida como Sula Sevilis, ressalta a função da rádio como um verdadeiro Ponto de Encontro. “Nós criamos o Ponto de Encontro porque havia muitas cartas que nós recebíamos de ouvintes que queriam encontrar seus parentes, desaparecidos. Porque a amazônia na verdade estava se abrindo como região, muitas pessoas do Brasil iam tentar sua sorte, plantar e também garimpar né e aí os parentes que ficavam nos outros estados queriam saber notícias”, relembra.

Equipe e programas

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 Os radialistas e jornalistas da Rádio Nacional da Amazônia trabalham diariamente para levar às populações da região informação e cidadania.

 “Para milhares de brasileiros, mais que uma fonte de informação ela é o único meio das pessoas se comunicarem”, enfatiza o gerente da Nacional da Amazônia, Miguelzinho Martins.

 O time é composto por Frank Silva, do Bom Dia Amazônia; Maurício Rabelo, do Eu de Cá, Você de Lá; Juliana Maya, do Tarde Nacional; Bel Pereira, do Mosaico; Ediléia Martins, do Nacional Jovem; Carlos Moreira, criador do apelido da emissora, “Orelhão da Amazônia”, e apresentador do Conexão Amazônia; Eduardo Mamcaz, do Em Conta; Sula Sevillis, do Ponto de Encontro; Airton Medeiros; do Nossa Terra; Artemisa Azevedo, do Falando Francamente; e Mara Régia, do Natureza Viva e do Viva Maria.

 Também integram a equipe Antonio Carlos, Antonio Miranda, Bruna Alves, Celio Antonio, Cleide de Oliveira, Beth Begonha, Gaby Einstoss, Katia Lins, Marina Couto, Patrícia Fontoura, Roberta Timponi, Sandra Torres, Sueli Silva, Taiana Fonseca, Tatiana Albuquerque, Reginaldo Fonseca, Maãn Caiabi e Cláudio Lima.

 Ponto de Encontro

 O programa Ponto de Encontro, no ar de segunda a sexta, às 10h, rendeu à apresentadora Sula Sevillis a indicação de finalista, em 2015, do Prêmio Cláudia, que reconhece as contribuições de mulheres talentosas, na categoria Trabalho Social.

 Criado há 32 anos, o Ponto de Encontro nasceu para suprir a grande demanda de recados que a emissora recebia, principalmente via carta. Por ano, o programa promove uma média de 60 reencontros entre parentes. Desses, entre 30 a 35 participam do programa especial que reúne as histórias mais emocionantes do ano. Em 2016, o Ponto de Encontro recebeu 341 cartas e 2.172 telefonemas atendidos no estúdio, por meio da Central do Ouvinte.

 “É como se nós fizéssemos parte da família dos ouvintes”, revela Sula sobre o programa.

 Em São Paulo, um grupo de estudantes da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM) produziu um documentário com os ouvintes do Ponto de Encontro. Os alunos do curso de Rádio e TV e de Jornalismo viajaram para Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, e para São Félix do Xingu, no Pará, para conhecer as histórias das pessoas que mais contribuem para o programa.

 O que mais chamou a atenção dos estudantes foi a função social que a rádio exerce na Amazônia. Em São Paulo, por exemplo, dizem, a rádio tem o objetivo de diminuir a tensão do trânsito.

 Assista ao vídeo para saber como os estudantes avaliam o Ponto de Encontro, um dos programas mais ouvidos da emissora.

O conteúdo da Nacional sempre atingiu os mais diversos públicos. As crianças, por exemplo, tinham o Encontro com Tia Leninha que estreou em 1979, apresentado pela querida Helena Bortone, e que marcou a infância de muita gente. Em 2004, a rádio inovou com a criação do primeiro radiojornal com uma pauta voltada exclusivamente para a região: o Jornal da Amazônia. O programa Falando Francamente ganhou diversos prêmios com quadro que falava de forma didática sobre a previdência.

Atualmente, ao completar 40 anos, a Rádio Nacional da Amazônia vem transmitindo em baixa potência. Ela parou de transmitir em ondas curtas por causa de um incêndio na subestação de energia, em março deste ano. Assim, a internet é hoje uma grande aliada e além da transmissão via satélite, a Nacional pode ser ouvida pelo site e pelo aplicativo Rádios EBC.

Assista ao vídeo para saber como os estudantes avaliam o Ponto de Encontro, um dos programas mais ouvidos da emissora.

Nossa Terra

Airton Medeiros comanda, há catorze anos, o Nossa Terra, programa que vai ao ar de segunda a sexta, às 17h, e é inteiramente dedicado aos agricultores e pecuaristas familiares de todo o país e, em especial, da região norte.

“A gente faz um esforço muito grande para que eles tenham uma vida um pouco melhor”, diz Airton. O programa divulga informações sobre meio ambiente, agronegócio, pecuária, cooperativismo e novas tecnologias para o campo, além da previsão do tempo com enfoque no setor agrícola. Tudo isso temperado com música sertaneja de raiz da mais alta qualidade.

Falando Francamente

O programa Falando Francamente existe desde 1990, mas já se chamou Roda Viva quando estreou em 1981, vindo a mudar ainda para Programa da Tarde, antes de assumir o nome atual. Inicialmente, conta a apresentadora Artemisa Azevedo, o Falando Francamente era voltado para receber denúncias da região amazônica. Com o tempo, contudo, as demandas dos ouvintes foram mudando: “perguntavam, por exemplo, sobre qual era a doença que o vizinho pegou, davam os sintomas e, então, eu trazia um médico para responder”. Desse modo, em resposta ao retorno do público, Artemisa foi gradualmente mudando de foco.

Transmitido de segunda a sexta a partir das 15h, o programa exerce um papel importantíssimo de fazer uma ponte entre os especialistas e a população, especialmente na área da saúde. Atualmente, o Falando Francamente recebe dúvidas sobre vários assuntos, todas respondidas por especialistas convidados de acordo com uma agenda de temas que se alternam durante a semana. Artemisa também produz radionovelas como forma de passar informações de utilidade pública.

Relembre radionovelas que marcaram a Rádio Nacional da Amazônia 

Natureza Viva e Viva Maria

A radialista Mara Régia comanda o semanal Natureza Viva e o programete Viva Maria. O Natureza Viva, que vai ao ar todos os domingos, às 8h, volta-se para os povos da Amazônia para contar as histórias que valorizam sua identidade cultural, os produtos da floresta e a sustentabilidade. O programa começou a ser transmitido logo após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92, como forma de dar continuidade ao debate mundial sobre desenvolvimento sustentável.

Por causa de seu trabalho, Mara foi chamada de “mulher-ponte” por Eliane Brum na crônica A mulher que nasceu com 10 anos, sobre a história de uma parteira conhecida pela radialista em viagem a Marechal Taumaturgo, no Acre. Mara já foi indicada ao Nobel da Paz com mais 51 brasileiras que fizeram parte do projeto internacional “1.000 mulheres para o Nobel 2005”. Também foi finalista do Prêmio Cláudia, na categoria Trabalho Social, em 2003. Em 2016, foi uma das finalistas do Prêmio Mulher Imprensa na categoria Âncora de Rádio.

Veja abaixo a galeria de fotos com alguns dos momentos marcantes da Rádio Nacional da Amazônia.

40 anos da Rádio Nacional da Amazônia

A equipe da emissora prepara uma programação especial em comemoração aos 40 anos da rádio. O programa será transmitido, no dia 1º de setembro, a partir do Espaço Cultural da EBC, em Brasília, e contará com a presença de funcionários e ex-funcionários, artistas e convidados especiais. Colaboradores constantes, como a equipe do INSS de Rondônia e os bombeiros, receberão homenagens especiais.

“O dia também será dedicado a mostrar para o ouvinte o que é a Amazônia, a cultura, a comida, a música e os artistas regionais”, conta a coordenadora da Rádio Nacional da Amazônia, Artemisa Azevedo.

Além disso, como forma de recordar os melhores momentos, o perfil do Facebook da Nacional da Amazônia publicará a partir de terça-feira (1º de agosto) vídeos, fotos e registros que contam a história da emissora. O ouvinte poderá conhecer a equipe que faz a emissora: radialistas e funcionários se apresentarão em vídeos curtos e homenagearão a Nacional da Amazônia.

O perfil também trará chamadas gravadas de artistas que foram entrevistados no programa Conexão Amazônia parabenizando o aniversário da emissora. As entrevistas especiais com artistas e personalidades célebres, cujas trajetórias coincidiram com a da emissora, fazem parte das comemorações e já acontecem desde março.

 

Acompanhe na linha do tempo os principais momentos dos 40 anos da Rádio Nacional da Amazônia, no link abaixo.

http://www.ebc.com.br/institucional/sobre-a-ebc/noticias/2017/08/radio-nacional-da-amazonia-completa-trajetoria-de-40-anos

A partir desta semana, uma exposição de fotos mostrará os momentos mais marcantes da emissora, com bastidores, prêmios, viagens, coberturas especiais e entrevistados célebres.

É possível ouvir a Nacional da Amazônia pela internet, pelo link, por aplicativos de rádios online para celular e pelo satélite, via parabólica.

Confira a grade da Rádio Nacional da Amazônia pelo link

 

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